Novo Nissan Sentra

Novo Sentra 2014 – bem mais bonito do que a versão anterior.

A imprensa especializada brasileira anda toda toda com a apresentação do novo Sentra. Mas já viu né…. aqui no Brasil, botou uma roupinha diferente  já é motivo para elogios. Por isso eu fui atras de uma publicação, digamos assim, mais isenta. A matéria a seguir, em parte é uma tradução adaptada de uma matéria publicada no jornal The New York Times. Não resistindo a essa novidade e sendo um apaixonado por carros, aproveitei e fui eu mesmo conhecer de perto o Novo Sentra.

O trecho a  seguir é uma adaptação da matéria publicada no NYT.

“Se o redesenhado Sentra 2014 atingiu seu alvo, em que exatamente a Nissan estava mirando?

O carro faz tudo que seus concorrentes na classe dos sedans compactos fazem, mas não faz nada de melhor do que nenhum deles.

Tem estilo para imitar seu irmão maior, o novo Altima, de linhas curvas, mas de alguma maneira consegue parecer mais elegante.

E enquanto parece construído de forma robusta, não há superfície que o motorista toque que o faça sentir como se estivesse tocando algo de qualidade superior. O novo Sentra está, simplesmente, na méda.

Talvez estar na média fosse suficiente quando o Sentra encarava somente a sem graça concorrência americana e quando os carros coreanos eram feios e a única concorrência de fato eram Corolla e o excelente Civic.

Hoje, entretanto, a coisa mudou de figura. O Focus, da Ford, é incrível, a Chevrolet subiu um degrau com o Cruze e a Hyundai e a Kia têm desenvolvido carros compactos confiáveis com garantias extendidas e preços interessantes.

E se você realmente quer um carro pequeno que anda bem, dispensa Honda e Toyota, vá em frente e fique com Mazda 3.”

Bom, agora deixando de lado o texto do The New York Times e colocando minhas próprias observações, no geral eu gostei do novo Sentra.

Muitos podem dizer que ele está muito “oriental”, ou que o Sentra está muito parecido com o Versa.

Bom, eu realmente acho que ele está parecido com o irmão mais barato Versa! Mas isso parece ser uma tendência de todas as marcas; é a chamada identidade de marca. Veja os Volkswagens atuais: cara de um, farois do outro. Aos olhos de um leigo, ao olhar pelo retrovisor e identificar aqueles faróis característicos, não se saberá se o que está atrás é um Voyage ou um Jetta.  A Ford vai no mesmo caminho; Hyundai nem se fala. Do Hb20 ao Azera são todos muito parecidos. Então, por favor, não vamos crucificar a Nissan.

Minhas impressões….

Eu não resisti, e fui a uma concessionária Nissan aqui em Brasília conhecer de perto o novo Sentra, e de quebra o Altima. Pelas fotos que vi os dois eram muito parecidos realmente.

De perto não é bem assim. Eles são parecidos? São sim, e muito! Mas não idênticos. O Altima é mais ‘parrudo’, mais encorpado. Vamos dizer assim…. o Sentra está para o Civic, assim como o Altima está para o Fusion.

Eu não conhecia de perto o Sentra anterior, salvo externamente. E confesso, aquele design “a la Cadilac” nunca me convenceu. Não vou entrar no mérito das qualidades mecânicas do modelo; restrinjo-me tão somente à sua aparência.

Opiniões pessoais a parte, o novo Sentra está muito bonito sim. Tanto externamente quanto internamente. Está maior do que o modelo anterior, e isso já serviu para chamar minha atenção. Particularmente gosto de carros grandes.  Ele está maior do que o Civic, por exemplo, ainda que por questões de poucos centímetros.

Diferentemente do Civic de sétima geração (aquele fabricado aqui de 2006 a 2011), o novo Sentra é bonito mas não é aquele carro que te faz virar o pescoço quando passa. É discreto.

A mim, o visual externo agradou muito, apesar de lembrar muito o carro mais barato da marca, o Versa.

Mas por dentro o carro é muito confortável e agradável. A versão que eu avaliei era um SL 2.0 de 140 cv, top de linha.  Eu me considero um cara detalhista quando entro num carro novo. Olho de tudo, do painel ao forro de porta. E nesse aspecto concordo em parte com a avaliação feita pelo The New York Times. O novo Sentra é bacana, mas não oferece nada além do que os seus concorrentes – até mesmo no Brasil – oferecem.

Como todo carro moderno, o painel é todo plástico.  O que difere, é que a qualidade é bem melhor do que você encontra no painel de um Gol, por exemplo.  Apesar de que o vendedor que me acompanhava no test drive o tempo todo me chamasse a atenção para o plástico emborrachado do painel, honestamente, não senti nda de emborrachado no painel daquele carro. Apenas um plástico mais agradável ao toque, sem ser excepcional.

Ah…. o Sentra é espaçoso! O vendedor que me acompanhou não é um cara baixinho, eu diria! Ele tem 1,85m. Pedi a ele que sentasse no banco do motorista e ajustasse o banco como se ele fosse dirigir o veículo. Feito isso, pedi ao rapaz que se sentasse no banco de trás para que eu pudesse avaliar o espaço restante para as pernas. Surpresa…. o cara tinha espaço nas pernas e nao estava todo encolhido. Comigo dirigindo então, nem se fala…. O Oscar Schimidt poderia se sentar atrás  e ainda ficar confortável. Bem, exageros a parte, esse teste empírico me mostrou que o Sentra é sim dotado de um bom espaço interno, e que os seus 2.700 mm de distância entre-eixos – a mesma medida que o Civic – ajudam no conforto interno.

A versão top do Sentra é bem mais equipada que o Civic. O Sentra tem 6 air bags. De resto, de fato não é muito diferente do que seus concorrentes, mesmo no Brasil. Por exemplo, ele vem com câmera de ré, bancos em couro, ar-condicionado dual zone,  encostos traseiros rebatíveis, porta-copos no banco de tras, computador de bordo com as funções habituais – e quero destacar aqui que ele indica o consumo em km/l e não litros/100 km como os carros da Peugeot e Citroen.

Bom, para quem não está acostumado, toda novidade chama a atenção. E comigo não foi diferente o caso da “chave”  keyless; quero dizer… a chave que não é chave, e sim um simples chaveiro.  Muito prático. Basta você estar com o chaveiro no bolso, se aproximar do carro e pronto…. ele detecta a presença da chave e destrava a porta. Um vez dentro do carro é só apertar o botão “Start/Stop”  que o motor entra em funcionamento. E ele é silencioso.

Os comandos de vidros, travas e retrovisores não estão muito diferentes do que eu encontro no meu carro, que é um Civic LXL 2010.  Eu não gostei no Sentra, assim como não gosto no meu carro, do sistema utilizado para ajuste do encosto do banco. É por alavanca ao invés de roldanas. Para ajustar o encosto você precisa colocar pressão no encosto ou aliviá-la para que este se movimente e você possa encontrar a posição ideal. Convenhamos…. não é muito prático.

Uma vez dada a partida o motor se apresenta com um funcionamento suave. Apesar de ser a  versão top senti falta das aletas para troca de marchas no volante.

Até então eu nunca havia dirigido um carro com câmbio CVT. É muito gostoso, e estranho ao mesmo tempo. Como explicar….. a rotação permanece constante quase a maior parte do tempo, não apresenta aquele ‘barulho’ característico de troca de marcha. Você observa que a rotação cai ou cresce (pelo ponteiro do conta-giros) mas  som não altera. E o melhor, não tem trancos. Bem diferente do meu carro, que mesmo automático e suave, apresenta alguns pequenos trancos. Muito bom esse câmbio CVT, que diga-se de passagem é um dos responsáveis pela excelente marca de consumo obtida por esse veículo.

Agora, saber se o Sentra será uma boa opção de mercado, só o tempo dirá. Segundo informações do vendedor, a Nissan também está com esquema de revisões a preços fixos, o que me animou! Confiei na palavra do vendedor, e este me disse que uma das revisões mais caras do Sentra é a de 60 ou 80 mil km que fica não mais do que 600 reais. Bem animador, é verdade. A revisão de 80 mil km do meu carro, por exemplo, fica em mais de um mil e duzentos reais.

Mas no caso do Sentra tem-se um ponto desfavorável: ele é importado. Do México, mas é. O Civic e Corolla, por exemplo, são nacionais. No que isso interfere? Preço das peças de reposição e a dificuldade em encontrá-las no mercado paralelo.

Bom, se você que me lê agora estiver pensando em trocar de carro, e se o Sentra for uma opção para você, eu sugiro que faça o seguinte: faça uma planilha com os carros candidatos e algumas peças que costumam ser trocadas com mais frequência, como por exemplo pastilhas de freio dianteiras, palhetas do limpador de para-brisa, amortecedores, filtros de ar, de cabine (do ar-condicionado), de óleo e de combustível, e eventualmente um item ou outro da suspensão como terminais de direção, pivôs, bielas e bieletas. E faça um comparativo do preço dessas peças em autorizada e no mercado paralelo. Durante a garantia do veículo você não terá como fugir da autorizada, mas vencida a garantia, muitos proprietários migram para o mercado paralelo e também para um mecânico “de confiança”.

Deixando de lado a questão de mercado – na qual eu não sou especialista – eu diria que o novo Sentra é sim um bom concorrente ao Civic e ao Corolla. Basta ver que a versão top do Sentra custa o mesmo que a versão intermediária do Civic, a LXR 2.0. Ah, e a versão top do Sentra trás seis airbags, enquanto o Civic trás apenas 2.

Em termos de mercado, é fato que o Sentra antigo nunca despertou paixões, e seu preço no mercado de usados deixava seus donos desacorçoados.

Vejam, segundo a tabela FIPE, um Sentra 2.0 SL ano/modelo 2012 está cotado em R$ 51.391,00. Já um Civic EXS (também versão top do modelo) mesmo ano/modelo 2012 está cotado em R$68.693,00. Uma diferença considerável não é mesmo? São R$ 17.300,00 reais, dinheiro suficiente para você comprar um popular seminovo bem conservado. E a coisa fica um pouquinho pior quando colocamos o Elantra na parada. Segundo a FIPE, um Elantra GLS, também automático, mesmo ano/modelo 2012 sai por R$ 71.320,00. E olha que tirando o visual arrojado do do Elantra, ele nem é tão melhor carro assim do que Sentra e Civic. Até porque, os primeiros modelos do Elantra ofereciam freios traseiros a tambor.

E se você fizer uma busca em sites especializados como Webmotors, Vrum, etc, verá que o Sentra é oferecido por um bom preço se comparado aos seus concorrentes diretos.

Agora vamos ver como esse modelo renovado se sai no mercado. Ele está chegando agora! Vamos ver nos próximos 12 meses seu desempenho no mercado de seminovos. Eu acho que ele tem bons predicados para se dar bem; apesar de que aquele visual que lembra muito o irmão mais barato – Versa  – pode não agradar seus compradores que esperam por um pouco mais de luxo e sofisticação. Mas convenhamos né…. só aqui no Brasil esperamos por luxo e sofisticação em modelos como Sentra, Civic, Corolla e Jetta. Vale lembrar que lá nos Estados Unidos esses modelos são carros de entrada de linha, comprados em sua maioria por universitários que querem um  carro barato, seguro e relativamente confortável.

Uma que eu não tenho dinheiro pra comprar carro zero; mas mesmo que tivesse, por uma questão de protesto, eu não compraria um carro zero hoje em dia. A menos que eu tivesse a certeza de que ficaria com esse carro pelos próximos sete ou oito anos. Carro zero no Brasil é um preço absurdo. Eu prefiro esperar o carro chegar no mercado de usados e aí tentar “garimpar” um modelo que me agrade. E tenho certeza que dentro de um ano ou um ano e meio, eu consigo comprar um Nissan Sentra 2.0 SL top,  por um preço bem mais camarada. Se bem que para o meu gosto pessoal, eu prefiro o irmão maior, o Altima. Esse sim, um senhor carro!

Mas é o seguinte: se você não se preocupa com mercado e quer um carro excelente em termos de mecânica, conforto e segurança, pense seriamente em considerar o Sentra como seu próximo carro.

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Nos EUA, Hyundai apresenta o i30 com novo motor 2.0

Foto

Notícia divulgada no site da Uol, o CarSale, apresenta o i30 equipado com motor 2.0 de 175 cv.

Este novo motor vem para substituir o anterior, de 1.8 litro de 150 cv.

Agora me pergunto, se lá nos EUA ele já tinha um bom motor, por que aqui no Brasil foi lançado com esse motorzinho sem graça de 122 cv?

E a Hyundai ainda reclama que seu novo i30 ainda não repetiu o sucesso de vendas do modelo anterior. E se continuar desse jeito, com esse motorzinho e com preço elevado, nunca vai repetir o sucesso do modelo anterior, apesar de ter um desenho lindíssimo, na minha modesta opinião.
Acho que está mais do que na hora de a Hyundai rever sua política de preços. O Elantra não é tão bom assim para justificar o preço nas alturas praticado aqui.

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Estacionamento é sempre um problema

Uma das coisas que me tiram do sério são essas pessoas que estacionam seus carros de qualquer jeito, invadindo o espaço alheio e dificultando a vida do outro motorista. Vejam o Palio preto e a Saveiro branca. Os motoristas calcularam tão bem e conseguiram colocar seus carros com as rodas exatamente em cima da faixa divisória.

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Nova Pick-up Fiat Strada

Essa eu precisava comentar em meu blog!
Toda a imprensa especializada em automóveis não fala em outra coisa a não ser no lançamento da nova pick-up Fiat Strada com 3 portas.
Estava assistindo o programa Auto Mais TV, que passa todo sábado na Band, e me deu vontade de escrever esse post.
Até parece que a Fiat pagou para a Band fazer uma matéria tão enaltecedora da Strada.
Vamos começar pelas 3 portas. Isso não é novidade no mundo dos automóveis, muito menos nos utilitários. É só a gente olhar na história, e lá atrás, vamos ver a velha Kombi. Nas versões mais novas – e bem antes de aparecer aí o Veloster, da Hyundai – a Kombi já oferecia 3 portas: 2 na frente (uma de cada lado) e uma lateral corrediça do lado direito.

Aí vem a Hyundai e lança o Veloster. Nossa…. 3 portas. Não nego que o desenho do Veloster me chama a atenção. Particularmente gosto do carro. Mas aquele motorzinho sem vergonha de 126 cavalos, por favor né? Lá fora a Hyundai já corrigiu o deslize e lançou um Veloster turbo. Esse sim deve fazer jus ao nome.

Mas voltemos à Fiat com a sua nova Strada. Nova em que? Nas 3 portas? Nossa, que novidade não é mesmo? Motores? Hummmm….. os mesmos! O velho 1.4 de 80 cavalos (fraco) o 1.6 16V e um 1.8 16V de 130 cv. A Honda, com um mesmo motor 1.8 consegue extrair 140 cavalos. Por que a Fiat ainda não adota a tecnologia de comando de válvulas variável? Até o Jac J3 já tem essa tecnologia.  Aliás, a JAC com um motor de 1,35 litro consegue extrair pelo menos uns 20 cavalos a mais do que o conseguido pela Fiat com seu motor de 1,4 litro, graças ao comando de válvulas variável.

A estrutura da pick-up é a mesma desde que foi lançada, com suas qualidades e defeitos. Aliás, a Fiat bem que poderia ter aproveitado essa mudança e feito algo naquele painel.

Erro de projeto que não foi corrigido: as saídas de ventilação posicionadas baixas demais.

Erro de projeto que não foi corrigido: as saídas de ventilação posicionadas baixas demais.

Observem na foto ao lado que as saídas de ventilação continuam colocadas baixas demais. Desde o primeiro Palio, lançado em 1996, é assim. Você tem de escolher entre refrigerar os joelhos ou sua mão direita no volante.  Já que fez uma alteração, por que não aproveitou pra rever essa falha? Quem tem qualquer modelo da linha Palio anterior a 2012, muito provavelmente, irá concordar comigo que essas saídas da ventilação são baixas demais.

E honestamente, R$ 49.480,00 por um carro como esse? Só no Brasil mesmo!

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Dodge Dart 2013

A parceria entre a Fiat e a Dodge está rendendo mais frutos.
Primeiro foi a Freemont, copia mais barata da Dodge Journey. Se externamente as duas – Journey e Freemont – são praticamente idênticas, não se pode dizer o mesmo da parte mecânica, pois a Journey tem uma motorização mais potente.
Outro fruto dessa parceria, o Dart 2013, estréia no mercado norte americano trazendo sob o capô um motor conhecido nosso: o 1.4 turbo, o mesmo que equipa nosso Punto e Bravo T Jet.

Faróis do Dart 2013

Eu tenho a impressão que essa parceria Fiat-Dodge vai além do motor. Observando as fotos do novo Dart reparei que os faróis têm as linhas muito parecidas com as linhas dos faróis do Grand Siena.
O novo sedan compacto da Dodge é montado em uma plataforma derivada da Alfa Romeo; ele substitui o não muito querido hatchback Caliber na linha.

Reparem nas linhas dos faróis do Grand Siena, e comparem com os faróis do Dart.

O Dart oferece três motores diferentes e um acabamento interno refinado; inclui opções como o único do seguimento com volante aquecido, uma enorme tela de navegação , e um grupo de mostradores reconfiguráveis.
Prós: espaço interno de um carro médio, transmissão manual com todos os três motores e interior de estilo atraente.
Contras: alguns acham que ele parece um tipo de Néon do futuro, somente oferecido em 4 portas.
Ao volante:
O Dart é bonito e confortável, com uma dinâmica de condução refinada que revela sua escola européia.
O quatro cilindros 1.4L turbo vindo da Fiat é bom de torque e está em casa aqui, oferecendo um bom equilíbrio entre potência e economia de combustível.

Potência: 160cv a 6400 rpm
Torque: 20,32 kgfm a 4600 rpm

Consumo
Estrada: 15,30 km/l
Cidade: 10,63 km/l
Consumo médio: 11,90 km/l

A imprensa especializada tem publicado que esse carro pode ser um dos futuros lançamentos da Fiat, aqui no Brasil. Na China, esse carro já roda com o nome de Viaggio. Lá nos Estados Unidos esse carro é bem equipado, mas será que continuará assim quando vestir a “roupa” da Fiat? Duvido. Assim como aconteceu com a Journey ao virar Freemont, a Fiat vai eliminar um monte de equipamentos em nome da redução de custos. Especula-se também que esse Dodge virá para substituir o Linea, que, cá para nós, não emplacou muito bem no mercado. Grande por fora, pequeno por dentro – afinal, o Linea não passa de um Punto com porta-malas maior, o Linea já deu o que tinha de dar no mercado.

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Elantra GT x I30

A Hyundai tem caprichado no visual de seus carros. Vejam os novos Elantra, Sonata e o lindíssimo novo Azera. Ah, claro, e o novo Hyundai i30.

Mas mesmo antes de a Hyundai apresentar ao mercado brasileiro o novo i30, o antigo já fazia sucesso. Não é pra menos. Bonito, bem equipado e com preço atraente conquistou aqueles motoristas que gostam de carros hatches. O modelo anterior do i30 tem um motor 2.0 com 143 cv de potência e 19 kgfm de torque.

Agora para 2013 a Hyundai apresentou uma nova geração do i30. Mas se evoluiu no desenho e segurança, por outro lado perdeu no motor.

Agora o modelo nacional virá equipado com um motor 1.6, 128 cv com etanol e 122cv  quando abastecido com gasolina; o torque é de 16,5 kgfm/16 kgfm com etanol/gasolina.

Comparando esses números com a ficha técnica do i30 disponível no site da Hyundai, deduzo que o motor que equipa o modelo brasileiro é o Gamma 1.6 MPi FFV (E100), pois os números de capacidade cúbica, potência e torque são os mesmos do modelo nacional.

Enquanto isso, na América do Norte, a Hyundai apresenta o Elantra GT.

ImagemReparem na foto ao lado de que se trata do mesmo carro. Lá nos EUA é Elantra GT; aqui, i30; lá um motor 1.8 com 148 cv e 18 kgfm de torque. Aqui um “motorzinho” 1.6 com 122 cv. Aliás, esse motor é comum ao novo i30, novo Cerato (que está por chegar), HB20 e pasmem, Veloster!

Agora me pergunto: por que diabos a Hyundai trocou um motor 2.0 de bom torque por um 1.6 com menores potência e torque? Se ela não tivesse opção, eu entenderia. Mas ela tem. Tanto que nos EUA esse carro é equipado com um bom motor 1.8; e na Europa eles têm opções de 1.4, 1.6 e  1.8, gasolina e diesel. E o preço aqui no Brasil não reduziu! A expectativa é de que esse carro tenha preço iniciando na casa dos R$ 75.000,00. Agora, só para você, leitor, pensar duas vezes antes de comprar um carro zero quilômetro, lá na terra do Tio Sam esse mesmo carro, só que equipado com um motor mais potente – 26 cavalos a mais – custa 22.015 dólares; aproximadamente 44 mil reais. Já aqui, seu preço final será de 75 mil reais (na versão de entrada). Será uma boa diferença? 31 mil reais é uma boa diferença sim senhor!

Acho que o mínimo que a Hyundai poderia fazer no Brasil era oferecer, ao menos como opção, o motor 1.8 de 148 cv.

Nosso mercado já mostrou que nós brasileiros gostamos de carros potentes. Então não tem porque um montadora oferecer um carro com 122 cv de potência se ela tem condições de nos trazer um motor melhor.

Clique aqui e veja a matéria publicada no site da revista Car and Driver sobre o Elantra GT  e aqui para ser direcionado ao site da Hyundai internacional.

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Citroen C3

Ao fundo, as obras do futuro Estádio Nacional de Brasília, estádio Mané Garrincha.

O avaliado de hoje é esse simpático carrinho da Citroën, o C3. Todo arrendondado, suas formas chegam a me lembrar do antigo VW Fusca.

A versão que eu avaliei é a GLX 1.4 8V, ano 2012. Atualmente está com pouco mais de 13 mil quilômetros rodados, portanto, bem novo ainda e sem muitos barulhos internos.

 No site da Citroën, esse modelo está avaliado em R$ 35.570,00. Esta unidade  está

teclas de acionamento dos vidros dianteiros: local inapropriado. Deveriam estar localizados nas portas, como em qualquer outro carro.

equipada com vidro elétrico nas 4 portas, travas elétricas, retrovisores externos com comando elétrico, ar-condicionado e direção hidráulica.  Aqui eu faço a primeira crítica ao modelo: os vidros elétricos não são do tipo um-toque, nem  o do motorista. Para todos é necessário segurar o botão. Além do mais, a Citroën escolheu um péssimo local para instalar esses botões: no console, sendo que os botões para acionamento dos vidros traseiros estão localizados atras da alavanca de freio de mão. Não sei aonde os franceses estavam com a cabeça quando resolveram instalar ali esses comandos.

Por 35 mil reais, o acabamento do C3 é terrível. À exceção dos bancos em couro, que são muito confortáveis por sinal, não há um só pedaço do painel ou forração das portas que não seja de um plástico preto e duro. As fábricas bem que poderiam colocar um material melhor.  No caso do C3, a Citroën tenta dar uma amenizada colocando as maçanetas das portas em material cromado, o que ajuda certamente a localizá-los durante a noite. Os puxadores das portas são pintados de prata fosco. Mais uma infelicidade da montadora. Esse material  desgasta-se  com facilidade. Ainda mais se for utilizado por mulheres, que costumam usar anéis, os puxadores ficarão todo arranhado, como o dessa unidade avaliada.

puxadores das portas são de material frágil e arranham com facilidade.

Ao menos os encaixes estão bons. Porque tem alguns carros que eu vi por esses dias que dava até medo. O carro novinho e as peças todas mal encaixadas.  Pelo menos nesse C3 tudo está encaixado. Não sei daqui a alguns anos, depois de passar seus longos dias sob o sol, já que aqui em Brasilia nem todos os edifícios possuem garagem, obrigando os proprietários a deixarem seus carros estacionados na rua dia e noite.

Ergonomia não é a palavra de ordem no C3. Assim que eu entrei no carro, com a chave na mão a primeira dificuldade foi achar o jeito certo de inseri-la no contato. Em alguns carros esse movimento inicial parece ser mais intuitivo, sei lá! O C3 não! Depois tem os comandos dos vidros: lá no console, longe das mãos.

comandos dos vidros traseiros: péssima localização.

Para acioná-los é preciso desviar um pouco a atenção do trânsito e ainda deslocar o corpo pra frente. Se quiser abrir ou fechar os vidros traseiros é outro problema, pois temos de “caçar” os comandos, que ficam atras do freio de estacionamento, como já mencionado anteriormente.

Outra curiosidade do modelo é o ajuste de altura do banco do motorista. Diferente dos carros que eu já avaliei, que usavam uma alavanca: movimentando-a para cima o banco subia, e para descer o banco era só “bombeá-la” para baixo, como no Fiesta, Bravo, Ecosport e no Civic 2010. No C3 o sistema funciona na base do peso aplicado. Puxa-se a alavanca para cima, liberando o sistema, e para elevar o assento alivia-se a pressão no banco, e para baixá-lo, joga-se o peso contra o banco! Como o carro foi-me entregue sem o manual, levei alguns minutos para entender o funcionamento do sistema.

Detalhe do repetidor lateral das luzes de direção.

Outra coisa que parece inútil no carro também, é um botão de alerta de velocidade. Ao meu ver, inútil, porque para configurá-lo tem-se que levar o carro até a velocidade desejada. Apertei o botão esperando que alguma coisa no painel acendesse, ou mudasse de indicação, mas nada aconteceu. Então descobri na prática: com o carro em movimento aperta-se e segura; o sistema emite um “bip”; a partir de então toda vez que o carro atingir aquela velocidade ele vai te dar um aviso. Os Fiat’s também têm um sistema de alerta parecido. Só que no Fiat, diferentemente do C3, você configura a velocidade de alerta com o carro parado.

O C3, como o Civic, também possui um alarmezinho sonoro que te avisa se a chave estiver no contato e a porta estiver aberta.

Nem tudo no C3 é ruim. Eu gostei muito da posição de dirigir. Ele é confortável, tem boa visibilidade a frente e para os lados. Passado o sofrimento inicial de regulagem da altura do assento, não é difícil encontrar uma boa posição. A coluna de direção tem ajuste em altura

Painel de instrumentos: velocímetro digital e o pequeno conta-giros. Indicadores do nível de combustível e da temperatura do motor por barras iluminadas.

e profundidade. O sistema utilizado para o ajuste do encosto também não é dos melhores. É igual do Civic: por alavanca; eu prefiro aquele sistema giratório. Uma coisa que notei no C3, que me deu uma sensação a mais de conforto, foi o apoio lateral para o pé esquerdo. Está muito bem localizado e numa ótima inclinação. É quase um movimento natural: tira-se o pé da embreagem e o apoio já está logo ali! O Ecosport, por exemplo, não tem isso.

 

No detalhe, controle elétrico dos retrovisores externos.

O painel de instrumentos do C3 é bem simples. Velocímetro digital, o conta-giros analógico – cujos tamanho e formato não  são muito práticos para leitura, indicadores de temperatura do motor e do nível de combustível são por barras iluminadas no painel, além das luzes espia normais de qualquer carro. Eu não sei se pela posição do conta-giros ou pelo seu tamanho, ou ainda pela cor da iluminação de fundo utilizada, mas eu percebi que dependendo da posição de incidência do sol no para-brisa o reflexo causado praticamente inutiliza o painel de instrumentos, dificultando muito a leitura tanto do velocímetro, quanto do conta-giros.
Mas uma coisa boa: o C3 vem equipado com computador de bordo. Suas funções são consumo instantâneo, consumo médio, autonomia, velocidade média; além dos hodômetros total e parcial há também um alerta da próxima revisão. O C3 é nacional, mas parece que a Citroën não se tocou de algumas coisas, como por exemplo, o fato de nós, brasileiros, adotarmos o padrão Km/l para medir o consumo, e não litros/100 km.  A foto logo acima foi tirada imediatamente após o mini teste rodoviário. Reparem a indicação: 6.1 l/100km. Isso representa 16.39 km/litro. Econômico? Sem dúvida! Para esclarecer como consegui esse numero excelente, o mini teste rodoviário foi realizado com o carro vazio – apenas o motorista (eu), ar-condicionado ligado e velocidade de cruzeiro em torno de 110 km/h. A estrada é relativamente plana com alguns poucos aclives. O trajeto realizado foi de pouco mais de 80 km entre ida e volta.  Saí do Setor Terminal Norte, próximo ao  Shopping Boulevard (final da Asa Norte) em Brasilia, peguei a Via EPIA (DF 003) rumo à saída norte e segui no sentido Planaltina;

Linhas o pára-brisa são bem arredondadas.

a aproximadamente 1/3 do caminho para Formosa-GO retornei, mantendo a mesma média de velocidade.

Eu gostei do comportamento do C3 em estrada. Em quinta marcha e a 110 km/h o conta-giros está por volta de 3 mil, 3.500 giros; é relativamente silencioso e não notei nenhum ruído aerodinâmico que pudesse incomodar em viagens mais longas. Apesar do C3 ser altinho, ele não chega a assustar em curvas. Ele é firme e a carroceria inclina menos que a de Palio e Ecosport, por exemplo.

Mas o motor, mesmo sendo 1.4 e tendo 80 cv de potência e 12.6 kgf.m de torque não empolga na estrada. Nesse teste, mesmo com o carro vazio, houve situações que eu tive de reduzir para terceira marcha de modo a não perder tanta velocidade. E a retomada dele é lenta. Portanto, você que vier a comprar um C3 1.4, quando estiver em estrada e precisar ultrapassar, não exite em usar a terceira, visto que as vezes a quarta pode não ser suficientemente forte para realizar a ultrapassagem, ainda mais se você estiver com o carro carregado.

Já na cidade, o desempenho do C3 agrada. É ágil em arrancadas mas sem ser nada violento, afinal são só 80 cavalos. Em uma condução normal e suave o câmbio é excelente. Não é justinho como dos VW, mas também não é “bobo” como da linha Palio. Os engates são suaves, a embreagem macia; pode-se trocar de marcha usando-se dois dedos apenas. Só o engate da quinta marcha exige um movimento maior do braço. O engate da ré é fácil também; não tem anel trava. É deslocar para direita e puxá-la para trás. Resumindo: o C3 é muito gostosinho de dirigir.

E pela posição elevada que o C3 proporciona ao dirigir, ficou claro para mim, o motivo pelo qual eu vejo muitas mulheres dirigindo esse modelo.

Uma coisa que notei foi que o ar-condicionado não me parece ser tão eficiente. Não sei se culpa do amplo pára-brisa, que favorece a entrada excessiva de calor, ou os difusores ou ainda o compressor que pode estar mal dimensionado. O fato é que, uma vez ligado o ar, leva um certo tempo para começar a sentir os efeitos. A vazão de ar parece não ser boa o suficiente.

Segundo meu consultor mecânico Sales, proprietário da Mecânica Sales, o que ele tem observado com mais frequência é o desgaste prematuro do coxim do amortecedor dianteiro, responsável por barulhos vindos da suspensão dianteira, “ Já peguei carro até 20,000 km com este defeito!” Ele ainda cita  que  um dos principais problemas desse modelo é o  preço elevado das peças originais e de difícil aquisição.  Fora isso, é um excelente carro: econômico,  confortável para a proposta, ágil na cidade, mas apenas razoável na estrada!

É uma pena ser tão caro! Convenhamos, R$ 35.500,00 por um carro como o C3 – isso representa ao câmbio de hoje (30/10/2012 – dólar comercial R$ 2,031) US$ 17.479,00 – é muito dinheiro; e olha que essa versão não vem nem com air-bags nem ABS. Na minha modesta opinião, não vale esse dinheiro todo!  Se você tiver a intenção  de trocar de carro e dispuser de 35 mil Reais considere a possibilidade de pegar um semi-novo. Com esse dinheiro você consegue comprar carro de categoria superior, melhor equipado e mais seguro, como por exemplo o Peugeot 307, ou mesmo um C3 1.6 Exclusive. Faz uma busca no site Webmotors e boa compra! De qualquer forma, o C3 é uma boa opção de compra!

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