Chevrolet Prisma LT – impressões ao dirigir

Depois de um longo tempo sem novidades trago a vocês, meus leitores, mais uma matéria do “Impressões ao dirigir”.

O avaliado dessa vez é o Chevrolet Prisma LT 1.4, equipado com o motor Econoflex. Obviamente o que trago aqui não é nenhuma novidade, pois várias publicações já testaram e retestaram esse modelo.

Mas assim como o Ford Fiesta Rocam que avaliei ha algum tempo, tive a oportunidade de alugar um Prisma com com motor 1.4 na versão LT, que é dotada de vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado.  Acho que seus luxos acabam por aí.

E como a proposta do meu blog é colocar as impressões de um motorista comum, passo a relatar a minha experiência com esse modelo.

Dados técnicos

O Prisma 1.4 LT aqui testado, utiliza motor de 4 cilindros em linha dispostos transversalmente, com 8 válvulas, SOHC (comando único de válvulas no cabeçote) acionado por correia dentada. Sua cilindrada total é de 1389 cm³ e sua taxa de compressão  é de 12,4:1. Pelo que já andei lendo sobre taxa de compressão, posso dizer que é uma das mais altas encontradas em nossos carros atuais. Para se ter uma idéia, lá pelos anos 80/90 quando tínhamos carros exclusivamente movidos a álcool, a taxa de compressão daqueles modelos era da ordem de 13 a 13,5:1. O que isso quer dizer pra nós? Que essa taxa de compressão favorece bastante o uso do álcool como combustível, pois aproveita bem a capacidade desse combustível  em ser comprimido sem ser detonado. Mas, se por uma lado favorece o uso do álcool, por outro a eletrônica tem de trabalhar bonito quando nós resolvemos abastecer esse modelo com gasolina, ainda mais com a nossa pobre gasolina brasileira. Isso porque a nossa gasolina, que não é de qualidade muito boa, sofre muito com essa alta taxa de compressão; dessa forma o motor tem de constantemente atrasar o ponto de ignição para que a mistura ar-gasolina não exploda antes do momento certo.

Da página da GM, na internet, retirei os dados de potência e torque:
Potência: 95 e 97 cv, respectivamente abastecido com gasolina e etanol.
Torque: 13,2 e 13,7 mkgf (gasolina/etanol)

O Prisma possui suspensão independente na dianteira com amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados; na traseira utiliza eixo de torção e molas helicoidais do tipo barril.

Bom, na prática o que isso quer dizer? Que a suspensão dianteira absorve bem as irregularidades da pista, mas a traseira não me transmitiu muita segurança. Por coincidência esse teste também foi feito no trecho compreendido entre Curitiba (PR) e Joinville (SC). Como o carro que eu dirijo no meu dia-a-dia é um Civic, que utiliza suspensão independente nas 4 rodas, e consequentemente me transmite muita segurança,  esse Prisma não conseguiu me empolgar, apesar de seu motor 1.4 me parecer bem vigoroso.
Minha saída de Curitiba foi um tanto conturbada, marcada por um baita susto na Av. das Torres. Apesar de estar dirigindo abaixo do limite da via (que lá é de 70 km/h) e estar a uma boa distância do carro da frente – um outro Celta  – não escapei de uma freada de emergência que por muito pouco não terminou em acidente de trânsito. Quando me dei conta de que o carro da frente havia parado eu pisei no freio e o “meu” Prisma simplesmente travou as rodas dianteiras e escorregou bonito em direção à traseira do Celta. Mas foi por muita sorte que não bati. Nessa hora eu pensei….. que falta faz um ABS.

Prisma LT

Conforto e conveniência

Na minha opinião, não, ele não é um carro confortável. Para a cidade e pequenos deslocamentos atende bem, mas em percursos um pouco mais longos na estrada ele cansa.  Apesar de que a GM insista em dizer que o Prisma não é um versão sedan do Celta, suas medidas são muito semelhantes, e até mesmo o acabamento interno não te deixa esquecer: você está dentro de um Celta, só que dotado de porta-malas maior.

Comparando suas medidas, notamos logo a semelhança. O Celta possui 1.408 mm  de altura contra 1.463 mm do Prisma, ou seja, o Prisma é apenas 55 mm mais alto;  ambos possuem a mesma distância entreeixos, que é 2.443 mm; na largura da carroceria o Prisma ganha por apenas 19mm a mais; são 1.645 mm  do Prisma contra 1.626 mm  do Celta. E na prática, o que isso quer dizer? Que a sensação de quem vai sentado no banco de tras do Prisma é a mesma de quem vai no banco traseiro do Celta, ou seja, nenhuma diferença. Aliás, eu que  já havia dirigido Celta não vi nenhuma diferença ao volante do Prisma.

Acho que é característica desse modelo (Prisma/Celta), mas tive a impressão de que o volante era meio torto, inclinado em relação à horizontal. A falta de ajustes do banco do motorista e da coluna de direção dificultam ainda mais a encontrar uma boa posição ao volante. Gostei da espuma do banco, que é firme. Entretanto a largura do encosto dos bancos dianteiros pode dificultar a vida dos mais gordinhos ou de pessoas mais altas.
Foi uma briga conseguir encontrar uma boa posição ao volante. Não pensem vocês que só os gordinhos sofrem; nós baixinhos, também temos nossas dificuldades. Tenho 1,63m de altura e foi difícil me ajeitar. Se coloco o banco para frente de modo a conseguir acionar os pedais com conforto, me sinto perigosamente perto do volante, que apesar de ter boa pega poderia ser menor. Nessa hora, então, preciso reclinar um pouco o encosto. E constato que o ajuste fica do lado certo, ou seja, faz-se o ajuste de inclinação usando a mão direita. Bem diferente do Fiesta que testei cujo ajuste ficava expremido entre o banco e a coluna C do carro. Aqui, o único senão será quando os dois ocupantes do banco dianteiro tentarem, ao mesmo tempo, ajustar seus encostos.  Motoristas da minha estatura têm uma vantagem: deixam um grande espaço no banco de tras favorecendo o conforto de quem vai ali instalado.

E já que que mencionei o banco de tras…. apesar de ter 3 cintos de segurança, sendo dois deles retráteis e de 3 pontos, devido à largura do carro não é aconselhável acomodar 3 pessoas, ainda mais se elas forem de porte considerável. 3 baixinhos se acomodam bem, mas creio que pessoas com estatura acima de 1,75m e peso compatível com suas alturas encontrarão grande dificuldade para se acomodarem. Resumindo: é estreito e o acionamento dos vidros é manual.

O que esse carro oferece de conforto? Ao meu ver, nada além de itens que hoje são considerados essenciais: ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros (com função um toque) e travas elétricas das portas que possuem um botão no painel para travamento e/ou destravamento.

Posso estar sendo muito rígido na minha avaliação, mas o Prisma em sua versão LT é pobre e de acabamento ruim.  Acho preferível arriscar em um chinês tipo o Jac J3 Turin, pois pelo menos o chinês possui ABS e air-bag; itens que nem de longe o Prisma oferece.  O carro é plástico do começo ao fim. E um plástico duro, feio, ruim ao toque. Passa a impressão de que uma unha pode riscá-lo. Se observarem na foto ao lado observarão uma certa folga existente entre o comando do vidro elétrico e o seu apoio na porta esquerda. Coisa mal acabada.  Aqui, nesses comandos notei uma peculiaridade. Eu esperava que ao se apertar a parte de tras do botão o vidro subisse, mas não, ele desce. Para subir o vidro aperta-se a parte da frente.

Para não dizer que o Celta sedan, ops…. perdoem-me, para não dizer que o Prisma é tão ruim assim ele oferece um espelho de cortesia no pára-sol do lado direito e também cintos de segurança dianteiros reguláveis em altura.

O carrinho também oferece dois pequenos porta-luvas, bolsas nas laterais das portas dianteiras, um pequeno nicho do lado esquerdo no painel, onde pode-se acomodar um celular, uma carteira ou um par de óculos; logo abaixo do rádio também ha um espaço onde pode-se guardar alguma coisinha.  Usei esse espaço para guardar minha máquina fotográfica. Ao lado da alavanca do freio de mão – que parece ficar colada no banco do motorista – tem mais um porta-treco; na parte de tras, à disposição dos passageiros ali instalados ficam dois pequenos porta-copos. Tive minhas dúvidas se aquele pequeno recipiente acomodaria uma lata de refrigerante.

Agora, uma coisa eu tenho de ser justo: o porta-malas do Prisma é generoso. A viagem de Curitiba a Joinville foi feita por 2 adultos com babagem. E essa bagagem era composta por malas de tamanhos consideráveis. E não é que elas couberam perfeitamente no lugar a elas destinadas? E olha que caberia mais algumas mochilas, sacolas.   Segundo o site da GM, o porta-malas do Prisma com o banco na posição normal acomoda 439 litros. E se você não estiver carregando passageiros a tras, ainda pode rebater o encosto do banco traseiro e com isso aumentar para 829 litros de capacidade. Muito bom para um pequeno sedan.

Durante a viagem de volta a Curitiba, senti falta de um apoio para a perna esquerda. Pelo fato de o banco do motorista ficar numa posição mais elevada, senti algum incômodo. Talvez se ele tivesse ajuste de altura…..

Em movimento

Diferente dos modelos 1.0 que eu já dirigi – fossem alugados ou de minha propriedade – esse Prisma LT 1.4 é possuidor de um motor vigoroso, que nos permite boas arrancadas, mesmo em trechos um pouco mais íngrimes. Arranca fácil nas saídas de semáforo e atinge fácil fácil a velocidade de cruzeiro da via. Tenho a nítida impressão de que o câmbio manual e de relações curtas favoreçam essa sensação.  Pelo menos a primeira e segunda marchas são curtas, pois várias vezes eu experimentei arrancar em segunda marcha e o carrinho o fez sem reclamar nem trepidar.  Ele tem um ronquinho gostoso quando se acelera um pouco mais forte.

Mas eu notei que o câmbio desse carro não favorece uma tocada mais rápida, principalmente de primeira para segunda. Por várias vezes eu senti o câmbio “agarrando” nessa troca; tanto eu, quanto meu colega de viagem que também dirigiu o carro e  sentiu a mesma coisa. A quinta marcha está posicionada bem mais a direita, tanto que se o seu passageiro do lado direito estiver com as pernas ligeiramente abertas, atrapalha no engate. Dependendo da posição dos bancos do passageiro e condutor (se ambos estiverem alinhados), o cotovelo do motorista tende a encostar no passageiro ao se efetuar a troca de terceira para quarta ou ao reduzir-se de quinta para quarta. Estão vendo? O carro é apertado!

Quando você já está devidamente posicionado ao volante é fácil acionar os comandos dos limpadores, faróis, seta e os comandos da ventilação. Só achei o acionamento do pisca-alerta ruim, pois tem-se de enfiar a mão por dentro do avolante para apertar o botão.

Achei o ar-condicionado bastante eficiente, porém na sua velocidade máxima é bem ruidoso.  Como na saída de Curitiba o tempo estava chuvoso, manter o ar-condicionado ligado para não embaçar os vidros foi fundamental. E não encontrei dificuldade em achar uma posição que me garantisse uma temperatura confortável, a despeito de o Prisma não possuir ajuste digital do ar-condicionado.

Para testar de modo empírico a capacidade do motor em superar ladeiras com ar-condicionado ligado, encontrei na cidade de Joinville uma baita de uma ladeira. Não pensei duas vezes: “vai ser aqui o meu teste.” Posicionei o carro no início da ladeira, liguei o ar-condicionado, engatei primeira e arranquei. Até aí nada de mais. O carro subiu com o giro lá em cima; mais ou menos no meio da subida, quando o motor já estava a uns 4 .500 rpm eu fiz a troca de marcha para segunda, e foi nesse momento que o bicho pegou; pois a rotação começou a cair, cair, até que não houve jeito…. tive de engatar a primeira para continuar a subida. E isso porque estava com o carro vazio. Se tivesse com passageiros e/ou carga a situação teria sido mais complicada.

Amplo porta-malas: segundo o site do fabricante possui capacidade para mais de 400 litros, e ainda possui encosto rebatível, que pode aumentar para mais de 800 litros a capacidade de carga.

Desempenho e consumo

O carro foi alugado em Curitiba, e eu e meu colega de viagem desceríamos até a cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina. Foram aproximadamente 140 km. Antes de partirmos para Joinville, resolvemos fazer um passeio pela linda, porém fria, cidade de Curitiba. E aqui eu abro um parênteses! Que cidade linda, limpa, com seus prédios antigos e muitíssimo bem conservados; um transporte público coletivo eficiente.  Eu, como morador de Brasília, fiquei maravilhado com a cidade de Curitiba. E até senti uma certa inveja do transporte público dos curitibanos. Quem for a essa cidade não deixe de conhecer pelo menos o Jardim Botânico e a Ópera de Arame, além dos parques.  O que eu não gostei foi do preço dos estacionamentos, pois, encontrar uma vaga para estacionar no centro dessa linda cidade é quase impossível. Pagamos R$ 7,00 por hora de estacionamento no centro.  Mas quem for a Curitiba, deixe o carro no hotel e passeie de ônibus pela cidade. Vocês ficarão encantados com as praças, os prédios antigos, as ruas bem limpas, enfim…. Devo confessar que acho que estou apaixonado por essa cidade.

Bom, mas voltemos ao carro que é o foco desta matéria. Carro abastecido, GPS devidamente ajustado com o endereço de destino, saímos de Curitiba no fim de tarde, com uma chuva leve. Acho que é mal de carro de locadora, pois as palhetas dos limpadores não cumpriam bem o seu papel. Passado o susto da quase batida que relatei no começo desta matéria, seguimos nosso destino. Acho que por conta desse susto eu perdi um pouco a confiança no carro, e o restante da viagem foi feito em velocidade moderada, nunca superior a 110 km/h. Teve um lado bom: favoreceu o consumo de combustível.  Meu assistente não é muito detalhista quanto ao tipo de combustível que está no tanque, ou se o hodômetro foi devidamente zerado.

Observem que nessa foto, ao lado, o hodômetro já marcava 228.7 km e o marcador de combustível já estava na metade de seu curso.  Segundo o site do fabricante, o Prisma possui um tanque de 54 litros. De um cálculo bem por alto, a essa altura o carro já havia consumido 27 litros de combustível, aproximadamente. Meu companheiro de viagem disse que o carro havia sido abastecido com álcool.

Em Joinville eu abasteci o carro com gasolina depois de ter rodado 234.6 km entre estrada e trânsito urbano. Foram necessários 24.92 litros para encher o tanque. Cálculos realizados, e eu chego ao resultado de 9,41 km/litro.  Se o carro realmente estava com álcool em seu tanque, e, considerando que eu ainda rodei pela cidade de Curitiba, depois peguei a estrada e ainda rodei pela cidade de Joinville, eu concluo que esse número  é bom. Muito melhor do que os números de consumo do Fiesta Rocam 1.0 que eu testei ano passado.

Antes de pegar a estrada de volta para Curitiba eu recompletei o tanque novamente com gasolina. Dessa vez a medição foi do consumo estritamente urbano. Eu rodei 49.9 km dentro da cidade de Joinville e precisei de 6.17 litros de gasolina, ou seja, um consumo médio de 8.08 km/litro. O resultado pode não empolgar, mas lembrem-se: não havia apenas gasolina no tanque, e o trânsito da cidade de Joinville não ajuda muito: sinaleiros em excesso, muita subida, transitozinho complicado.

Hora de pegar a estrada novamente, e dessa vez serra acima! De uma maneira muito superficial, concluo que o carro levava em média 180 kg de carga distribuídos entre bagagens, motorista e passageiro.

céu nublado na subida para Curitiba

Não fosse o desconforto de ser um carro tão apertadinho, eu diria que o Prisma é um carrinho e tanto para pegar a estrada. Seu motor 1.4 com seus 95 cavalos de potência – bem melhor do que os 1.4 da Fiat que no máximo têm 82 cv – dá bem conta do recado.

Estava uma tarde nublada, fria e chuvosa, logo, asfalto molhado e escorregadio. Portanto, nada condizente com velocidades mais altas. Até porque a BR 376 possui trechos cuja velocidade máxima é de 100 km/h e outros que permitem-nos trafegar a 110 km/h.  No máximo cheguei a 120 km/h para aferir o velocímetro com o GPS e verificar a rotação do motor a esta velocidade. Então a condução serra acima foi feita em velocidade moderada, sempre condizente com a máxima permitida no trecho.

E como eu costumo fazer com os carros que dirijo, gosto de conferir a defasagem existente entre o velocímetro do carro e o indicado pelo meu GPS, que sempre carrego nas minhas viagens.

No caso do Prisma, achei a variação bem menor do que no Fiesta, que foi minha última avaliação.
Reparem no recorte ao lado. A imagem maior mostra o painel do veículo com o ponteiro do velocímetro marcando 100 km/h; ao lado, no detalhe, o meu GPS que indicava 94 km/h. Uma diferença pequena, dentro do normal.  Observem, ainda, que à velocidade 94 km/h o conta-giros já indica 3 mil RPM. Para estrada é uma rotação alta, que incomoda os ouvidos e machuca um pouco o bolso na hora do reabastecimento.  É o preço a se pagar pela agilidade proporcionada por um câmbio de relações curtas.

De maneira geral, o Prisma se mostrou valente na subida da serra, conseguindo na maior parte do tempo cumprir o trecho em quinta marcha.  Me assusta um pouco a traseira dele muito elevada. Ela parece prontinha para escapar na primeira curva. Talvez por isso eu não tenha abusado muito da velocidade.

Resumindo: gostei do motor 1.4 do Prisma. As reduções de marcha que precisei fazer foram, em sua maioria, por causa de outros veículos mais lentos que seguiam à minha frente.

Fim da viagem e do meu divertimento ao volante do Prisma. É hora de devolver o carro à locadora e portanto, hora de reabastecer e fazer os cálculos. Eu tenho lá minhas dúvidas com números muito generosos, por isso sempre faço uma segunda medição para desencargo de consciência. Mas neste caso não foi possível.

120 km depois de sair de Joinville chegamos a São José dos Pinhais. Hora de reabastecer. Entrego a chave do tanque e digo “completa!”.  Foram necessários apenas 7,899 litros necessários para recompletar o tanque. Isso me deu um consumo rodoviário de “espantosos” 15,28 km/litro. Incrível, considerando que o trajeto era uma subida de serra.  Porém, se eu levar em consideração que minha velocidade na maior parte do trajeto ficou entre 100 e 110 km/h, o que me daria uma média de pouco mais 85 km/h no trajeto todo, esse número é realmente empolgante.  E viva a alta taxa de compressão do Prisma.

Opinião do avaliador

Como o meu blog destina-se a motoristas comuns, como eu, e eu não recebo patrocínio de montadora alguma, eu posso dizer a verdade nua e crua sem medo de sofrer represálias.

Vamos por tópicos….

        • Beleza: é um item subjetivo, é claro, mas na minha opinião  ele não é bonito. É só um Celta com um bom porta-malas. Mas é mais bonito do que o Fiesta Rocam que eu testei em 2011.
        • Conforto: está longe de ser um carro confortável. Com seus plásticos duros e seu acabamento pobre e  ruim é comparável aos chineses que hoje estão aí.  Direção hidráulica, ar-condicionado, travas elétricas das 4 portas, vidros dianteiros elétricos e abertura interna do porta-malas contribuem para minimizar essa sensação de pobreza. Mas isso qualquer chinês a venda hoje no mercado oferece, e as vezes até mais.
        • itens de conveniência: além da tomada de 12V no console, um porta luvas duplo, alguns poucos porta-trecos espalhados pela cabine e um pára-sol com espelho, não consegui ver outros itens de conveniência.
        • segurança: que segurança? sem ABS nem air bag não se pode falar em segurança. Nota 1.
        • desempenho: muito bom. O motorzinho 1.4 responde bem e dá conta do recado.
        • economia: se conduzido com moderação, alcança ótimas médias de consumo
        • estabilidade: não me considero competente o suficiente para julgar este quesito.

E então, depois de tudo o que foi dito fica a pergunta: vale a pena comprar um Prisma?

É claro que a compra de um carro vai muito além do racional. Tem a ver com a simpatia e confiança na marca, além de outros fatores, como preço de revenda, custo operacional, etc.

Mas vamos ser objetivos. Um Prisma LT 1.4 tem preço sugerido pela GM de “a partir” de R$ 32.056,00.

Iluminação em azul com ponteiros vermelhos: me faz lembrar os VW Gol dos anos 2001 e 2002, e que até hoje está presente no Jetta. Achei menos cansativa do que a utilizada nos modelos da VW

Agora,  um Prisma como o avaliado, em quanto ficaria? No site da GM, na seção “Monte o seu”, um carro tal qual o avaliado ficaria em R$ 37.614,00.  Lembrem-se que este modelo não possui air-bag nem ABS sequer como opcionais.

Honestamente, eu optaria por um JAC J3 Turin que me oferece air-bag e ABS de série, além de 6 anos de garantia contra apenas 1 ano do Prisma. Qualidade? na minha modestíssima opinião ambos se equivalem.  E cá pra nós…. o J3 Turin acaba sendo um pouquinho mais bonito do que o Prisma!

Anúncios

Sobre lcnoliveira

Um motorista comum mas muito interessado no universo automotivo.
Esse post foi publicado em automóveis e marcado , , , , . Guardar link permanente.

4 respostas para Chevrolet Prisma LT – impressões ao dirigir

  1. Adler disse:

    Cara, eu tenho um Prisma, e não sei porque, mas eu ri muito do jeito que você descreve os problemas do carro kkkk, talvez porque eu conheça bem os problemas dele. Contudo, é um carro bom sim, porém ele é extremamente simples.
    Quesito estabilidade: eu já fiz muitas coisas com o Prisma, já andei no seco, molhado, fiz aquaplanagens, estrada com terra seca, com lama, e em altas velocidades, e na minha opinião, que não sou profissional, digo que ele não é estável. Pessoas mais leigas com o volante certamente teriam problemas ao terem que dirigir defensivamente em situações extremamente críticas. Mas eu gosto muito dele por ser fácil fazer muitas manobras arriscadas (mas não façam isso, pode acabar com o carro.)
    Desempenho: Peguei 200km/h. Acelera muito rápido quando está leve. (o segredo dele é o peso)
    O Consumo dele é realmente muito bom. Eu faço uma média de 12,35km/L na GAS. só dentro da cidade. Em uma viagem para Ubatuba +/- 380km, ele fez média de 15,54km/L na GAS. porém eu peguei 2 horas de congestionamento. Já no Álcool, preciso tirar mais médias, mas a média que tirei até agora é de 8,52km/L urbano. Acabei de enxer 1 tanque de alcool, e vou tirar a média novamente qdo esvaziar.
    Gostaria de adicionar 2 problemas que eu tenho com o Prisma:
    1 – A visibilidade é muito ruim pra mim devido ao posicionamento das colunas, e também em dias de chuva.
    2 – Apesar do porta-malas ser enorme, a entrada (abertura) é muito pequena, estou querendo colocar umas caixas de som ali mas não to achando uma que caiba. Depois eu especifico os tamanhos das caixas.

    • Adler disse:

      Bom, tirei uma média das médias de consumo e ficou assim:
      Na gasolina: 11,88 km/l
      no etanol: 8,66 km/l

      Pra mim são médias excelentes, já que uso quase o ano inteiro na cidade, todos os dias.
      E o som que eu tava querendo colocar, eu finalmente consegui. Coube 2 woofer de 15″ 4 corneta trio e 2 tweeters, ainda no portamalas uma bateria de 220 a/h e dois módulos de potencia. ;D só que ficou tão pesado que rebaixou (um pouco) a traseira kkkk
      mas agora ficou certo porque o prisma original vinha com a traseira mais alta que a dianteira, agora o meu está reto.

  2. O VOLANTE NÃO É MUITO BAIXO? UM VOLANTE COM REGULAGEM De altura cairia bem !

    • lcnoliveira disse:

      Paulo Roberto, certamente o volante é muito baixo.
      No Prisma que eu testei (e que já está fora de linha) muitas coisas precisariam ser revistas.
      Ainda bem que a GM o modificou completamente. Espero ter a oportunidade de testar uma nova unidade em breve.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s