Kia Cerato – impressões ao dirigir

Neste último fim de semana (25/12/2010) tive a oportunidade de dirigir um Kia Cerato ano 2010. 

A julgar pelos equipamentos que vi, tratava-se da versão E.233.
Sem dúvida alguma um carro muito bonito e confortável. E um motor que não deixa a desejar.
Eu o dirigi num percurso bem curto, tipo “uma voltinha” mesmo. Afinal, era o carro do primo e eu não poderia abusar! Se não foi o suficiente para escrever uma avaliação completa do modelo, o foi ao menos para escrever um “impressões ao dirigir”, ou seja, uma avaliação bem superficial.O Cerato possui um motor de 4 cilindros em linha, com duplo comando variável de válvulas no cabeçote (DOHC), 16 válvulas, 126 cv de potência e 15,9 kgfm de torque a 6.300/4.200 rpm respectivamente. O modelo que eu dirigi possui câmbio mecânico de 5 velocidades; é o modelo intermediário, o terceiro na escala ascendente e portanto, bem equipado.Calçado com rodas de 17 polegadas e pneus 215/45  (perfil baixo) dá um belo visual ao modelo. Pneus largos, nos dá a impressão de que o carro é bem estável. Apesar desses pneus de perfil baixo o carro não é duro. Gostei do silêncio interno. Bem mais silêncioso do que o meu Honda Civic EX 2004. Se bem que no caso do meu carro os culpados pelo ruído interno são os pneus de qualidade questionável.
O Cerato possui forração fonoabsorvente no capô dianteiro e na tampa do porta-malas. Ponto para ele! Os bancos – apesar de não serem de couro – são de um tecido bonito e agradável ao toque.
Internamente ele é bonito e gostoso! Vidros fechados e ar-condicionado digital ligado, o barulho fica do lado de fora. O equipamento de áudio que equipava o modelo parecia muito bom, com um bom reforço de graves.
Integrado ao painel e com controles de volume no volante, o modelo também possui entradas para Ipod, auxiliar e no console central.
O painel é muito bonito, com conta-giros à esquerda, velocímetro ao centro e o marcador de combustível à direita. Não vejo muita utilidade, mas a versão que eu dirigi tinha no velocímetro, além da escala km/h, a escala mph. Mas senti falta do marcador de temperatura.
O Cerato tem computador de bordo, que fica junto ao velocímetro. Mais um ponto para ele, que nesse aspecto leva vantagem até sobre o Honda Civic LXS. Mas não gostei por alguns aspectos: é pequeno e de difícil visualização – não é como o computador de bordo dos Palios, por exemplo; o botão para alternar as funções fica no painel e não em alguma alavanca junto ao volante. Para efeito de comparação, o computador de bordo do Punto  é acionado em uma das alavancas junto ao volante, muito mais ergonômico. O Punto também leva vantagem na maneira como mostra o consumo de combustível, tanto consumo médio como consumo instantâneo: no Punto, a indicação de consumo médio é no formato como estamos acostumados, ou seja, km por litro. No Cerato é no padrão europeu, litros gastos a cada 100 km. Nada usual para nós. O computador de bordo do Punto, por exemplo, também é mais eficiente na maneira como mostra o consumo instantâneo: em km/litro; o Cerato apenas mostra uma barra com uma escala de 0 a 20 (l/100 km). Quer dizer que se você não é rápido no cálculo mental, vai ficar difícil entender as informações de consumo médio e instantâneo do computador de bordo do Cerato.
O painel fica iluminado o tempo todo. Possui tons de vermelho e branco. Eu, particularmente, gostei muito. Aliás, prefiro essa iluminação do painel do Cerato àquele festival de luzes azul e vermelha que equipam os modelos da Volkswagen.

Dotado de retrovisores elétricos e vidros elétricos nas 4 portas, notei que os dois dianteiros possuíam a função one-touch, ou seja, com um único toque no botão você sobe ou desce os vidros. Já nos traseiros  não observei essa comodidade.

Apesar de já estar acostumado aos carros com câmbio automático, gostei do câmbio do Cerato: embreagem macia e engates fáceis e precisos, entretanto, achei o curso da alavanca um tanto longo; nada parecido com os câmbios da VW que possuem um curso curtíssimo e nos atiçam a uma condução mais esportiva.

Este Cerato com motor 1.6, mesmo equipado com 16 válvulas e comando variável não é para condução esportiva. É um sedan confortável, gostoso de dirigir mas não espere acelerações vigorosas e arrancadas “violentas”….

Engatando uma terceira marcha em giro baixo tive a impressão de que o motor demora a acordar. Tem um ronquinho gostoso. Acho que pelo fato de ser 16 válvulas sua performance começa a aparecer somente em giros mais altos. Mas aí eu vi um problema: o ruído interno aumenta. E em giros mais altos tive a sensação de um motor áspero.

Gostei também das relações de marcha: com uma quinta longa (relação de 0,839:1) proporciona um bom silêncio em rodovias e provavelmente um ótimo consumo de combustível. A 120 km/h seu conta-giros marca pouco mais de 3.000 rpm, talvez uns 3.400. O meu Civic EX automático, à mesma velocidade marca 3.000 giros.
Mas o que um motorista comum sente ao entrar num Kia Cerato?
Eu gostei do carro. As portas fecham facilmente e de maneira silenciosa. O painel é bonito e os bancos confortáveis. Os comandos de som ao volante são uma facilidade a mais. Talvez para compensar o comando do computador de bordo tão longe da mão. O ar-condicionado digital não é difícil de operar e mostra a temperatura do ar externo. Muito bom para te ajudar a não ter um choque térmico quando descer do carro.

As tampas do porta-malas e do bocal de abastecimento podem ser abertas de dentro do carro, por duas pequenas alavancas perto do banco do motorista.

No banco de tras, no verso do descansa braço você encontra dois porta-copos. Muito útil se você tiver apenas dois passageiros lá. Mas no meu caso, que geralmente carrego 3 pessoas atras, pode representar até algum desconforto para o terceiro passageiro.
Como a maioria dos carros atuais, o painel é todo de plástico. Ele é bonito? Sim, mas o tipo de plástico usado não dá uma boa impressão. Parece um plástico duro, que se risca com facilidade. Mas não me parece ser muito diferente do plástico usado no Honda New Civic, por exemplo.
Mas de maneira geral, o interior do Cerato é muito bonito.O volante, por exemplo, é revestido em couro, e assim como os bancos e painéis de portas possui uma costura vermelha que combina com a iluminação do painel. Dá ao carro um leve toque esportivo. Certamente as pedaleiras contribuem para essa impressão.
O que eu gostei no carro: tem air-bag para motorista e passageiro, ABS com EBD, freio a disco nas 4 rodas, rodas de liga-leve aro 17, faróis de neblina, ar-condicionado digital, comando de som no volante e computador de bordo; além dos bancos traseiros rebatíveis, que podem ampliar a sua capacidade de carga. O descansa braço dianteiro tem espaço para guardar óculos, carteira, celular, além de alguns CD’s. Gostei também da entrada para Ipod, auxiliar e pen-drive no console central. Pra não dizer que eu gostei de tudo no carro, eu não gostei da maneira como as informações de consumo instantâneo e médio do computador de bordo são apresentadas.
De maneira geral eu tive uma ótima impressão do carro. Silencioso, confortável e gostoso de dirigir – mesmo na versão com câmbio mecânico.
Ah, claro…. o porta-malas do Cerato é bem maior do que o do Honda New Civic, por exemplo.
Ainda não cotei o seguro e nem o custo da manutenção desse carro, mas certamente é um modelo que eu compraria.

Se você, que lê o meu blog agora, tiver curiosidade em ver alguns dados técnicos desse excelente carro, acesse o site da Kia em http://www.kia.com.br

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Sobre lcnoliveira

Um motorista comum mas muito interessado no universo automotivo.
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